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Software de gestão de medicina do trabalho

O que um software de medicina do trabalho deve fazer, o que muda face ao Excel e como escolher a plataforma certa para o teu serviço de SST.

Andre Nabais 4 min de leitura
Profissional de saúde a usar uma aplicação no telemóvel

Se geres um serviço de medicina do trabalho, sabes onde é que o tempo se perde. Não é nos exames. É a montar agendas em Excel, a procurar uma ficha de aptidão numa gaveta, a passar contratos para outro programa e a responder a emails de clientes que só querem saber quando é a próxima consulta.

O trabalho clínico é a parte fácil. A gestão é que come as horas. E é aí que um software próprio faz a diferença.

O que é um software de medicina do trabalho

É a plataforma que gere a operação de um serviço de Segurança e Saúde no Trabalho: as marcações, os clientes e os seus beneficiários, as fichas de aptidão, os contratos e a comunicação. Em vez de teres a informação espalhada por folhas de cálculo, pastas e caixas de correio, tens tudo num sítio só, ligado.

A diferença para uma folha de Excel não é cosmética. Um Excel não te avisa que um exame periódico está a chegar ao prazo. Não impede duas marcações na mesma sala à mesma hora. Não guarda o histórico clínico com controlo de quem acede a quê. E, sobretudo, não escala: com dez clientes ainda vai; com cem, transforma-se num risco.

O que deve fazer, na prática

Um bom software de medicina do trabalho cobre o ciclo todo, do agendamento à gestão dos contratos.

A agenda é o coração. Deves conseguir ver a semana por equipa, por sala e por unidade móvel, marcar e desmarcar sem atritos, e transferir agendas quando um profissional falta. Tudo em tempo real, para toda a equipa, não numa folha que alguém tem de reenviar.

Os clientes e beneficiários ficam organizados por estabelecimento, com o perfil de vigilância de cada trabalhador definido à partida. Assim o sistema sabe que exames cada pessoa precisa e quando.

As fichas de aptidão passam a ser digitais: apto, apto condicionalmente, inapto temporariamente ou definitivamente, assinadas e datadas, sempre à mão quando a ACT as pede.

O teste simples

Pergunta-te: quanto tempo demoras a encontrar a última ficha de aptidão de um beneficiário específico? Se a resposta for mais do que dez segundos, o teu sistema atual está a custar-te dinheiro.

Depois há a parte que muita gente esquece na hora de escolher: contratos e preçário. Gerir contratos, produtos, preços e renovações por cliente, com os valores prontos para emitir no teu software de faturação certificado. É aqui que se ganha ou perde margem.

Como escolher

Três critérios acima de tudo.

Primeiro, conformidade e segurança. Estás a lidar com dados clínicos. O software tem de encriptar esses dados, registar quem acede a cada processo e garantir que nada é apagado por engano. Se o fornecedor não te fala de RGPD e de auditoria de acessos à primeira, desconfia.

Segundo, migração. O maior medo de trocar de sistema é perder anos de histórico. Um bom fornecedor traz os teus dados do sistema antigo, sem te obrigar a reintroduzir tudo à mão. Pergunta como é feita a migração antes de assinar.

Terceiro, suporte em português e conhecimento do domínio. Medicina do trabalho em Portugal tem regras próprias. Vale mais uma equipa que percebe de fichas de aptidão e da ACT do que um software genérico traduzido à pressa.

E se eu tiver um serviço interno?

As empresas obrigadas por lei a organizar um serviço interno de SST também precisam de gerir a vigilância da saúde dos seus trabalhadores, os exames periódicos e as fichas de aptidão. Muitas das mesmas necessidades, com uma diferença: não há carteira de clientes nem faturação a terceiros. Vê se a plataforma se adapta a esse caso sem te empurrar funcionalidades que não vais usar.

Vale a pena mudar?

Se o teu serviço ainda cabe numa folha de cálculo, talvez ainda não. Mas se já sentes que passas mais tempo a gerir a informação do que a prestar o serviço, a conta é simples: as horas que recuperas por semana pagam o software muitas vezes.

Preciso de instalar alguma coisa?

Não. É uma plataforma na web, acessível do browser. Não há servidores para manter nem instalações no computador de cada profissional.

Os meus dados clínicos ficam seguros?

Sim. O MedicinaLab trata os dados pessoais e clínicos em conformidade com o RGPD, com os servidores na União Europeia.

Quanto tempo demora a migração do meu sistema atual?

Depende do volume de dados, mas tratamos nós da migração de clientes, beneficiários e histórico clínico, sem teres de reintroduzir tudo à mão. Falamos disso na demonstração.

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